Eu? Eu gosto de ler. Não acho que leia muito nem pouco, mas na medida para sentir-me satisfeito. Pode ser poesia, drama, técnico e até bula de remédio, aliás… adoro bulas, da posologia de vocabulário simples a composição, onde encontro palavras que mal consigo pronunciar, e rio disso.Pode ser uma folha solta, um livro ou na tela do meu computador, mas em algum momento do dia sinto uma necessidade louca de ler algo. Pode ser uma matéria no jornal, uma revista, mais uma folha daquele livro que insisto em não terminar de ler, ou uma bula quem sabe. Um paragrafozinho que seja mas preciso fazê-lo.
Não acho que fui sempre assim, aliás longe disso. Via mais prazer em outras atividades, nada em especial, diversas. Poderia ser namoro, uma saída com os amigos ou até mesmo escrever, ler? nossa bem pouco. Hoje em dia sinto falta de ter contato com algumas pessoas que, em tempos remotos, sei que desejaram o meu melhor e nem sempre retribuí na justa medida. Para quem me conhece de longa data, e que viram o meu melhor e principalmente o meu pior os nomes não soarão tão fantásticos. Umas dessas pessoas é um simpático professor de matemática, Wellington Brito, ainda hoje relembro palavra por palavra algumas de suas críticas e também como não fui capaz de assimilá-las a curto prazo. Tenho o Wellington para mim como um real educador, diferente de outros “educadores” vestibularescos, onde a prioridade é jogar a matéria em cima do aluno, se este ficar na média tudo bem se não ficar a escola seguirá com os procedimentos de praxe. Já este professor de matemática não via apenas minhas notas, talvez este fosse o campo onde ele menos me dava atenção, via minha conduta como pessoa e como humano, e chamava minha atenção em algumas questões pessoais que, covardemente evitando transparecer, sentia-me ofendido pela invasão de privacidade. Outra pessoa, acreditem, o professor e diretor Gilson Cardoso, talvez porque em relação a algumas pessoas ele fizesse eu me sentir o joio, da parábola o joio e o trigo ou a ovelha negra do rebanho; quem sabe tantos outro vilões de estórias infantis. Mas entendi, já há algum tempo que pessoas como estas só queriam me ajudar.
Qual a relação disso tudo com Rubem Alves? Simples, nunca encontrei outra pessoa com tamanha habilidade em trazer à tona a paixão pela leitura e educação e este post é exatamente para fazer saber que postarei em breve algumas crônicas apaixonantes deste escritor.












