Tinha que ser o Chávez

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Não sei vocês, mas são tantas peripécias que a cada dia mais me interesso pelas fanfarronices deste presidente que ainda vai dar muito o que falar.

Hugo Cháves

Acompanhe os fatos:

  1. Perde o plebiscito, onde mais de 50% dos venezuelanos rejeitaram a reforma constitucional proposta pelo presidente que entre outras coisas permitiria que o mesmo fosse reeleito indefinidamente (somente).
  2. Recebe um puxão de orelhas do Rei da Espanha, Juan Carlos I, no famoso e insuportavelmente repetido “¿Por qué no te callas?” que não apenas virou toque de celular como também site com o domínio registrado “www.porquenotecallas.com” ainda sem função.
  3. Posando de estadista e pacificador (querendo se limpar), coordena as negociações com as FARC na operação Emanuel – o porquê do nome? Porque Emanuel é exatamente o garoto que não foi libertado no último final de semana, decepção para os parentes e derrota para o presidente venezuelando.

Os bastidores:

Vamos concordar em uma coisa, ele se esforçou. Preparou um picadeiro internacional para levar a mídia de todas as partes o Chávez bonzinho e chamou até o cineasta americano Oliver Stone com onze nomeações e três óscares (da pra entender né). Até o momento ninguém foi libertado e na colombia um depoimento reforça a suspeita de que Emanuel, um dos três reféns das FARC, não estaria mais em poder dos terroristas segundo declaração dada pelo homem que entregou o menino a um orfanato.

O barraco:

  • Os reféns continuam reféns, e até agora, seja no cativeiro ou no orfanato ninguém voltou pra casa.
  • Cháves que não quer ficar ainda mais por baixo do que já está, acusa o governo colombiano de não apenas ter atrapalhado o resgate como também de ter posto a vida dos reféns em risco mas até agora não mostrou nenhum fato para provar sua acusação.
  • O governo colombiano e seu presidente, Alvaro Uribe, acusam Cháves de aliar-se as Farc, promover um plano expansionista dentro da Colômbia e de por mais de uma vez passar por cima da autoridade colombiana (o Cháves é bom nisso).
  • As FARC que desde os primórdios querem ser reconhecidas como uma organização político-militar continua no cenário internacional como apenas mais uma célula terrorista associada ao tráfico e a barbárie.

Uma outra novidade, como se já não bastasse, é que Chávez acaba de cortar os três zeros da moeda venezuelana, desta forma 1.900 bolívares agora serão equivalentes a 1,9 bolívar forte. A razão do corte? mascarar uma inflação de 22,5% em 2007.


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