“Nós só podemos ver perfeitamente com o coração; o que é essencial é invisível aos olhos”

Relançamento do álbum produzido por Irineu Gracia nos anos 50, trazendo uma adaptação do livro “O Pequeno Príncipe”, do escritor francês Antoine de Saint-Exupéry, com tradução de D. Marcos Barbosa. O disco apresenta a fantástica interpretação do talentoso grupo de teatro de Paulo Autran, com Gloria Cometh, Oswaldo Loureiro Filho, Margarida Rey, Benedito Corsi e Aury Cahet. Quem assina a trilha sonora é Tom Jobim. Confira!
Audio - O Pequeno Príncipe - Paulo Autran (29.3 MiB, 930 hits)
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14 January 2009 7:50 PM |
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Apesar de ser bem familiarizado com a popular versão cantada por Sérgio Reis, foi essa fantástica interpretação de Luiza Possi que realmente me impressionou.
Letras (exibir/ocultar)
Se você pensa
Que meu coração é de papel
Não vá pensando, pois não é
Ele é igualzinho ao seu
E sofre como eu
Por que [...]
A simplicidade me encanta e a maneira simples, porém profunda, de como os “poetas” escrevem é fabulosa. Vendo essa sua postagem, lebrei-me da dedicatória encantadora que Antoine escreveu nesse mesmo livro. Um livro em que nos mostra que a maneira mais bonita de olharmos o mundo é pelos olhos de uma criança, não poderia ser dedicado a outra pessoa, senão a crianças. Porém, sob a dificuldade de querer dedicá-lo ao seu amigo Léon Werth (um adulto!), Antoine se explica:
“Peço perdão às crianças por dedicar este livro a uma pessoa grande. Tenho um bom motivo: essa pessoa grande é o melhor amigo que possuo. Entretanto, tenho um outro motivo: essa pessoa grande é capaz de compreender todas as coisas, até mesmo os livros de crianças. Tenho ainda um terceiro: essa pessoa grande mora na França e ela tem fome e frio. Ela precisa de consolo. Se todos esses motivos não bastam, eu dedico então esse livro à criança que essa pessoa grande já foi. Todas as pessoas grandes foram um dia crianças – mas poucas se lembram disso. Corrijo, portanto, a dedicatória:
a Léon Werth, quando ele era criança.”
Antoine de Saint-Exupéry
@Agnon Fabiano: Não recordava da dedicatória, excelente lembrança. É uma pena que no arquivo de áudio não tenha sido contemplada… mas graças a você ficará aqui registrado.
Muito obrigado Agnon.