O Arqueiro (Bernard Cornwell)
A forma como “Bernard Cornwell” descreve as batalhas em “O Arqueiro” não se parece com nada que tenha lido até hoje, a não ser por sua outra obra “As crônicas de Arthur” que no universo de temas épicos continua como meu grande favorito. Ainda estou na metade do livro, quem sabe ele possa ainda conquistar este primeiro lugar. Sobre a riqueza de detalhes, o que poderia acrecentar é que o leitor sente como se estivesse alí, mergulhado no enredo, nesse aspecto Cornwell é realmente incomparável.
Sinopse:
O arco longo, uma arma mortífera, tornou o exército inglês o mais poderoso da Europa, no século XIV, quando o continente viu surgir um dos maiores conflitos armados de todos os tempos: A Guerra dos Cem Anos. O escritor Bernard Cornwell, apaixonado estudioso de história militar, parte desse episódio para escrever um de seus melhores romances, em que o jovem arqueiro Thomas, sem querer, é colocado na trilha do lendário Santo Graal.
Thomas tem apenas 18 anos quando sua aldeia é atacada por um homem misterioso, conhecido apenas como Arlequin. Ele lidera um grupo de guerreiros com uma missão: roubar a lança de São Jorge. Uma das maiores relíquias da cristandade. O jovem escapa e promete ao pai moribundo vingar-se dos agressores e recuperar o objeto precioso. Deixa o que restou do povoado e viaja para o outro lado do Canal da Mancha, onde se junta a grupos de arqueiros ingleses em permanente combate com os franceses. Começam, então, suas aventuras em campos de batalha.
O que ele ainda não sabe é que terá de enfrentar um grande mistério que assombra sua vida: os planos diabólicos do famigerado Arlequin, que podem afetar o destino de muitos reinos poderosos.
Cornwell consagrou-se entre os leitores com sua releitura das aventuras de Artur e seus cavaleiros, realizada a partir de descobertas arqueológicas recentes. A mesma riqueza de detalhes e descrição de batalhas e personagens é encontrada em O Arqueiro. Um romance apaixonante sobre um dos períodos mais conturbados da História Inglesa.
A Sombra do Vento (Carlos Ruiz Zafón)
A Sombra do Vento é um livro sobre um livro chamado A Sombra do Vento. Confuso? Na Barcelona pós-Guerra Civil, Daniel acorda ás vésperas de seu aniversário de 11 anos gritando ao perceber que não consegue mais lembrar o rosto de sua mãe morta. Ao acudí-lo, o pai o leva naquela fria manhã, no meio daquela neblina de carvão característica de Barcelona em 1945, ao Cemitério dos Livros Esquecidos. O lugar é uma gigantesca biblioteca, escondida em um casarão, que abriga todos os volumes esquecidos pelo resto do tempo. Livros Mortos.
Ao passear pelos labirintos de prateleiras gigantescas, o garoto instintivamente pousa aos mãos sobre A Sombra do Vento, um esquecido volume do desconhecido autor Julián Carax. A partir daí, começa toda a trama da tentativa de Daniel de desenterrar o passado de Carax e recuperar uma história que começa em 1900…
Recomendado pela amiga mais matuta que alguém poderia querer, a Mineira, acabo de comprá-lo e apesar de estar adorando o livro ainda estou começando a me envolver na trama, ao que parece rica em mistérios. Não há necessidade de reinventar a roda, então leiam o artigo da Mineira onde se pode encontrar uma excelente sinopse do mesmo.















Acabo de concluir a leitura do “O Arqueiro”, o livro é realmente fascinante. Uma nota no final do livro, esclarece (com muito humor) que apenas dois ou três fatos relatados no livro são fantasiosos. Sendo todo o restante baseado em fatos reais, resultado de diversas pesquisas históricas.
…então. Sou, por assim dizer, muito indisciplinado. Quando estou lendo um livro tenho uma dificuldade absurda de fazer qualquer outra coisa, e isso é muito muito foda. Alguns dias atrás estava em um bar com amigos e simplesmente não via a hora de chegar em casa e continuar lendo “A sombra do vento”, a história é muito envolvente e, com um pouco de tristeza, não via a hora de ao seu desfecho. Pois bem, concluí sua leitura na madrugada de ontem e apesar de ter adorado “O arqueiro”, não dá pra comparar, classificaria “A sombra do vento” como leitura obrigatória.