By Joel Fabiani –
Jan 26, 2009Posted in: Literatus
Não te amo como se fosses rosa de sal, topázio
Ou flecha de cravos que propagam o fogo:
Te amo como se amam certas coisas obscuras,
Secretamente, entre a sombra e a alma.

Te amo como a planta
Que não floresce e leva dentro de si, oculta,
A luz daquelas flores,
E graças a teu amor vive escuro em meu corpo
O apertado aroma Que ascendeu da terra.
Te amo sem saber como,nem quando, nem onde,
Te amo diretamente sem problemas nem orgulho:
Assim te amo porque não sei amar de outra maneira,
Senão assim deste modo em que não sou nem és,
Tão perto que tua mão sobre meu peito é minha,
Tão perto que se fecham seus olhos com meu sonho.
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