By Joel Fabiani –
Mar 7, 2009Posted in: Literatus
Rubem Alves, em seu “Retorno e Terno”, fez o seguinte comentário sobre o poema abaixo: Os místicos e os apaixonados concordam em que o amor não tem razões. Angelus Silésius, místico medieval, disse que ele é como a rosa: “A rosa não tem “porquês”. Ela floresce porque floresce”.
“Eu te amo porque te amo,
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.
Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.
Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.
Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.”
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Não te amo como se fosses rosa de sal, topázio
Ou flecha de cravos que propagam o fogo:
Te amo como se amam certas coisas obscuras,
Secretamente, entre a sombra e a alma.
Te amo como a planta
Que não floresce e leva dentro de si, oculta,
A luz daquelas flores,
E [...]
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11 October 2008 6:53 PM |
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MPB4 em uma belíssima interpretação da música "Por quien merece amor" de Silvio Rodriguez.
Muito linda!