Em um outro artigo, citei um fragmento do texto abaixo. Sua autoria é desconhecida para mim, mas quem quer que o tenha escrito merece aplausos. Fascina a simplicidade com que o tema é abordado e mais ainda por seu desenvolvimento e excepcional desfecho.
Nunca me incomodou assistir um bom filme mais de uma vez. Tenho uma pequena videoteca de filmes que, para mim, trazem boas mensagens e de tempos em tempos assisto-os novamente. É como uma releitura onde se quer fixar bem o conteúdo, neste caso, quem sabe, reafirmar alguns valores. Isso é bem particular, os motivos ou finalidades variam muito de pessoa para pessoa. Recentemente me dei a oportunidade de assistir mais uma vez Love Actually, Janela da Frente e O Jardineiro Fiel. Segue abaixo uma das melhores cenas deste primeiro e em seguida o texto já comentado.
Se existem verdades absolutas neste mundo, uma delas é que todos nós temos medo de sofrer. E assim, ingenuamente tentamos controlar as situações ao nosso redor, como se isso fosse possível…
Obcecados por esse desejo de nos proteger, gastamos nossa energia e nosso tempo tentando controlar os pensamentos, as atitudes e até os sentimentos das pessoas que amamos e que, sobretudo, desejamos que nos amem. No entanto, não nos damos conta de que a vida se baseia no imprevisível, no incontrolável, no surpreendente! Nenhum sentimento é garantido, nenhuma conseqüência é revelada antecipadamente. O futuro é totalmente incerto. E apesar de tamanha imprevisibilidade, temos em nosso coração toda a possibilidade de conquistarmos o que e a quem amamos, o que é muito diferente de controlar, prever ou obter garantias!
Muitas pessoas não conseguem encontrar um amor, não se entregam a uma relação profunda e verdadeira simplesmente porque estão, todo tempo, tentando obter certezas. As perguntas não param de gritar, as dúvidas não têm fim e o medo de se deparar com a dor parece assombrar milhares de corações, impedindo-os de enxergar uma outra possibilidade, tão plausível quanto a de sofrer.
Será que ele me ama? Será que vale a pena perdoar e tentar novamente? Será que ele não vai me trair? Será que não estou sendo idiota? Será que não vou sofrer mais do que se ficar sozinha? Será? Será?…
O que será, eu responderia com muita tranqüilidade, não importa agora! Na verdade, nunca importará! A pergunta correta é: “Eu quero?” Quando aprendermos a responder, com respeito e responsabilidade, essa simples pergunta, teremos previsto qualquer possibilidade. Sim, porque o amor é uma chance, uma oportunidade; não uma garantia; nunca uma certeza! Podemos vivê-lo conforme nossa vontade, de acordo com nosso coração ou… passaremos a vida inteira tentando controlar o incontrolável, garantir o incerto! Jamais teremos como saber se o outro está sendo fiel, se o amor que sentimos é correspondido na mesma medida, se vamos sofrer ou seremos felizes. Jamais saberemos do amanhã ou do outro.
Então, que usemos nosso coração, a despeito de todo o medo que isso possa nos fazer sentir. Ou seja, que possamos, de uma vez por todas, abrir mão dessa tentativa inútil de controlar o amor, a vida e o outro e nos concentremos em nós, em nosso coração e em nossos reais objetivos! Assim, descobriremos que nos ocupar com nossos próprios sentimentos já é trabalho para uma vida inteira e que agir conforme nossa vontade é o bastante para que nos sintamos preenchidas, embora possamos mesmo vir a sofrer… simplesmente porque o sofrimento é uma possibilidade tão possível quanto a felicidade!
E digo mais: só conseguiremos entrar de fato no coração de alguém, mesmo sem termos certeza disso, quando tivermos a audácia e a coragem de nos entregar ao imprevisível; quando conseguirmos compreender que a segurança é mérito pessoal, interno, sentimento que não se pode ter em relação a ninguém além de nós mesmos. Portanto, para todas as pessoas que têm se perguntado sobre qual é o “segredo” para viver o amor sem sentir tanta insegurança, tanto ciúme e tanto medo de sofrer, aproveito este momento para responder: o segredo está em saber se você quer, se você realmente quer! Porque se você quiser e fizer por merecer, agindo você com sinceridade, qualquer possibilidade de dor e sofrimento valerá a pena. Porque quando a gente quer de verdade, com o coração, a magia do amor nos faz entender que sofrer faz parte do caminho e, no final das contas, é tudo crescimento, aprendizagem, evolução e, por fim, a tão desejada felicidade.
E não que ela esteja no final do caminho ou no final da vida, simplesmente porque ser feliz é isso: entregar-se ao imprevisível e aceitar a dor e a alegria como partes do amor! Portanto, quando estiver doendo muito, não resista! Simplesmente relaxe, aceite e espere passar… para novamente, com fé e esforço, voltar a tentar.


















Vim dar uma olhada nas noviddes do seu blog e acabei descobrindo uma grande coincidência. Ontem escrevi algo simples, mas que a idéia é a mesma desse texto. Chama-se “Amar é sempre certo”. Segue o link.
http://agnonfabiano.blogspot.com/2009/03/amar-e-sempre-certo.html
Abraço.
Joel, texto perfeito!!! :wink:
@Agnon Fabiano Aproveitando a oportunidade, duas amigas recentemente comentaram sobre o teu blog. Nem precisa dizer que eram só elogios né. =]
Sobre a virtualização do RS, estou quase lá… mas uma documentação aqui, outra ali e vai dar certo.
@iza se você o considera assim, é porque tem bagagem e maturidade para compreender a coerência desta mensagem. Isso sim é, verdadeiramente, perfeição.
Valeu Joel… :wink:
Quanto ao RS, parece que deu certo né? :grin:
Depois passo aí…
“Porque se você quiser e fizer por merecer, agindo você com sinceridade, qualquer possibilidade de dor e sofrimento valerá a pena. Porque quando a gente quer de verdade, com o coração, a magia do amor nos faz entender que sofrer faz parte do caminho e, no final das contas, é tudo crescimento, aprendizagem, evolução e, por fim, a tão desejada felicidade.”