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	<title>The Joe Report &#187; casamento</title>
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		<title>Quando te vi, amei-te já muito antes&#8230;</title>
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		<pubDate>Sun, 15 Feb 2009 15:33:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Joel Fabiani</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<img width="400" height="300" src="http://joelteixeira.net/wp-content/uploads/2009/02/amor2.jpg" class="attachment-post-thumbnail wp-post-image" alt="amor2" title="amor2" />O dia de São Valentim passou mas&#8230; parafraseando John P. Young &#8220;o amor está no ar&#8221;. Ao longo destes quase três anos de blog, fiz questão de publicar textos de diversos escritores que admiro. Poderia citar Lya Luft, Fernando Pessoa, Mário Quintana, Artur da Távola [...]

<h3>Leia também:</h3><br/><ul class="related-posts">				<ul class="clearfix">
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					<span class="sub">20 June 2009 8:17 AM | 
					2 Comments</span>
					<span class="excerpt">
					Assim são as melhores coisas da vida, surpreendentes.					</span>
				</ul>
							<ul class="clearfix">
					<img width="36" height="36" src="http://joelteixeira.net/wp-content/uploads/2008/12/070794ec2e9fea61950b35db01c3cd18b608d7f7-36x36.jpg" class="attachment-sidebar-thumb wp-post-image" alt="Mudar dói, não mudar dói muito" title="Mudar dói, não mudar dói muito" 0="" />					<b><a style="text-decoration: none;" href="http://joelteixeira.net/2008/12/mudar-doi-nao-mudar-doi-muito/">Mudar dói, não mudar dói muito</a></b>
					<span class="sub">15 December 2008 10:05 AM | 
					2 Comments</span>
					<span class="excerpt">
					Porque algumas mudanças em nossa vida são necessárias, desejáveis ou não. Mais um belíssimo trabalho de Oswaldo Montenegro. 					</span>
				</ul>
							<ul class="clearfix">
					<img width="36" height="27" src="http://joelteixeira.net/wp-content/uploads/2008/05/rosadamorte.jpg" class="attachment-sidebar-thumb wp-post-image" alt="Rosa da Morte" title="Rosa da Morte" 0="" />					<b><a style="text-decoration: none;" href="http://joelteixeira.net/2008/05/rubem-alves-sobre-a-morte-e-o-morrer/">Rubem Alves &#8211; Sobre a morte e o morrer</a></b>
					<span class="sub">10 May 2008 8:46 AM | 
					4 Comments</span>
					<span class="excerpt">
					O que é vida? Mais precisamente, o que é a vida de um ser humano? O quê e quem a define? Esta crônica aborda este polêmico tema.					</span>
				</ul>
			</ul>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">O dia de São Valentim passou mas&#8230; parafraseando John P. Young &#8220;o amor está no ar&#8221;. Ao longo destes quase três anos de blog, fiz questão de publicar textos de diversos escritores que admiro. Poderia citar Lya Luft, Fernando Pessoa, Mário Quintana, Artur da Távola entre outros, mas talvez o mais importante a frisar é que, não obstante a excelente competência dos escritores citados, tenho como meu grande favorito, Rubem Alves.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">A crônica abaixo, escrita por Rubem Alves, aborda de forma bem substancial um <a href="http://joelteixeira.net/2009/02/garou-ne-me-parlez-plus-delle/#comment-1003">comentário recentemente deixado aqui pela Iza</a>. Apesar do título &#8220;Quando te vi, amei-te já muito antes&#8221;, inspirado no <a href="http://joelteixeira.net/2008/05/fernando-pessoa-a-falencia-do-prazer-e-do-amor/">mais lindo poema de Fernando Pessoa</a>, a crônica possui um título alternativo chamado &#8220;Cinderela para tempos modernos&#8221;. Qual título escolher é o menos importante, caso queira divulgar, escolha o de sua preferência e passe adiante, simplesmente excepcional.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: center;"><a href="http://joelteixeira.net/wp-content/uploads/2009/02/amor2.jpg"><img class="size-full wp-image-3857 aligncenter" title="amor2" src="http://joelteixeira.net/wp-content/uploads/2009/02/amor2.jpg" alt="amor2" width="400" height="300" /></a></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Era uma vez um casal que era feliz sem ser rico. O pai era professor, gostava de brincar com as crianças e achava que ler era a coisa mais divertida do mundo. A mãe era artista e tocava flauta doce. Moravam numa casa modesta com um jardim na frente e um pomar nos fundos. Tinham uma filha chamada Bruna. Bruna desde pequena dormia ouvindo sua mãe tocar flauta e o seu pai contar estórias. Cresceu, assim, amando música e leitura, coisas que trazem alegria e tornam bonita a alma.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Ao lado de sua casa vivia um casal que era rico e infeliz. A mãe se chamava Monique. Era muito bonita e adorava aparecer nas colunas sociais. A beleza requer cuidados constantes. Monique, assim, gastava o seu tempo e o seu dinheiro com cabeleireiros, manicures, clínicas de estética, spas, regimes, operações plásticas, lojas, perfumes e jóias. Suas duas filhas se chamavam Michelle e Brigitte, nomes franceses que, para ela, eram o máximo de elegância. Monique foi uma educadora bem sucedida, tanto assim que suas filhas em tudo se pareciam com ela. Gostavam de tudo que sua mãe gostava e gastavam tanto quanto sua mãe gastava. Com vidas assim socialmente intensas não lhes sobrava tempo para coisas de somenos importância que nada acrescentavam à sua beleza, tais como poesia e música. O pai era um homem solitário deixado num canto pois não conseguia conversar nem com sua mulher e nem com suas filhas. Refugiou-se numa edícula que fez construir no fundo do quintal. Ali se trancava e se dedicava à leitura e à música. O livro de que mais gostava era A Morte de Quincas Berro D’água, de Jorge Amado, porque julgava que ele e Quincas Berro D’água estavam ligados por um destino comum.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Aconteceu, entretanto, que a mãe de Bruna morreu. Não houve sepultamento porque ela pediu para ser cremada e suas cinzas foram soltas ao vento sobre o mar.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Na mesma ocasião o marido de Monique resolveu seguir o exemplo de Quincas Berro D’água. No dia da sua aposentadoria, que ele mantivera em segredo, voltou para casa do trabalho, foi para o seu quarto, pegou uma mala e nela colocou suas roupas. Encaminhou-se então sorrateiramente para porta da saída, no que foi visto por sua mulher e filhas. Elas começaram a esbravejar todas ao mesmo tempo pedindo explicações para aquele ato insólito: “Como se atreve a sair assim, sem permissão, carregando uma mala?” Ele as olhou em silêncio, lembrou-se de Quincas Berro D’água, ficou vermelho e soltou um urro que foi ouvido em todo o quarteirão: “Jararacas!” Com essa palavra serpentina saiu de casa e nunca mais foi visto.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Monique não sentiu a menor falta do marido. Sentiu mesmo um certo alívio. Mas mulher sem marido fica sempre numa situação embaraçosa em festas e jantares. Sem o marido era como se ela estivesse sem um sapato. Não ia socialmente bem. Por isso ela ficou logo de tocaia, à espera do momento oportuno para lançar o seu charme sobre o pai de Bruna, vizinho viúvo disponível. Ele seria o sapato que lhe faltava. E o impossível aconteceu. Roído pela tristeza, enfraquecido nos miolos, ele se apaixonou pela megera. Isso não é de se estranhar porque da mesma forma como os homens mais saudáveis podem, repentinamente, ficar gravemente doentes, os homens mais sábios podem, repentinamente, ter um surto de loucura. Contrariando os conselhos de Bruna que percebia o que estava acontecendo, seu pai se casou com Monique, em cuja casa foram morar, porque era muito maior.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Mas a felicidade durou pouco. Porque a felicidade depende da capacidade das pessoas de conversar longamente, mansamente, numa boa. Conversa é como frescobol, bola pra lá, bola pra cá. Bruna e o seu pai jogavam com livros, poesia, música, pintura, jardinagem. Mas Monique, Michelle e Brigitte só sabiam jogar com festas, vestidos e colunas sociais.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Bruna, então, era deixada nos cantos, sozinha. Passou a ser motivo de zombaria. Até que se cansou e tomou a decisão de se refugiar na edícula do fundo do quintal onde se dedicava a ler e a tocar flauta doce, de um jeito parecido ao da Gata Borralheira, que se refugiara na cozinha, longe da madrasta e suas filhas malvadas.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Vivia naquela cidade um empresário muito rico. Era viúvo e tinha um só filho que nascera cego. Seu pai, entristecido, deu-lhe um nome lindo, tirado de um antiqüíssimo mito grego. Era o nome de um sábio que era cego: Tirésias. Tirésias era um lindo jovem, corpo harmonioso, inteligente, culto e destinado a herdar a fortuna do pai. Seu pai se angustiava pensando que, com a sua morte, seu filho ficaria sozinho. Cego, ele precisava arranjar uma esposa que cuidasse dele. Com o que Tirésias concordava: “É certo, meu pai. Mas eu só me casarei com uma mulher com quem terei prazer em conversar até o fim dos meus dias, uma mulher que seja sensível e culta&#8230;”</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Onde descobrir tal esposa para o seu filho? Ele teve, então, uma idéia: um baile! Tirésias dançava maravilhosamente! Flutuava no escuro! Dançando, tendo uma moça nos seus braços, eles conversariam&#8230; E, quem sabe, assim, ele descobriria a mulher com quem teria prazer em conversar pelo resto de sua vida!</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Dito e feito. Anunciou-se o baile. Todas as jovens e suas mães se agitaram. As mães sonham sempre com um genro rico&#8230; Michelle e Brigitte fizeram vestidos novos, foram ao cabeleireiro, à manicure, escolheram jóias e perfumes. Quando viram Bruna, caíram na risada. Bruna usava um velho vestido que sua mãe lhe fizera. E ela mesma penteara o seu cabelo. “Você não tem vergonha? Está parecendo uma mendiga. Todos vão rir de você!” Bruna não disse nada. Não tinha nada para dizer.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">O salão de bailes estava cheio de moças lindas e chiques. A orquestra começou a tocar. As mães, esperançosas, traziam suas filhas até Tirésias. Ele as tomava delicadamente, começava a dançar e lhes fazia uma única pergunta: “Fale-me sobre as coisas de que você mais gosta!”</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: center;"><a href="http://joelteixeira.net/wp-content/uploads/2009/02/amor.jpg"><img class="size-full wp-image-3858 aligncenter" title="amor" src="http://joelteixeira.net/wp-content/uploads/2009/02/amor.jpg" alt="amor" width="427" height="341" /></a></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">As jovens, que só conheciam o mundo da visão, falavam de vestidos, viagens, festas, televisão&#8230; Tirésias pensava: “Não, não terei prazer em conversar com essa moça até o fim de minha vida&#8230;” Pedia licença, parava de dançar e começava a dançar com outra jovem. E a mesma coisa se repetia. Tirésias já havia perdido as esperanças quando chegou a vez de Bruna. “Fale-me sobre as coisas de que você mais gosta”, ele lhe disse. E ela começou a falar sobre livros, sobre poesia, sobre música&#8230; Tirésias ficou encantado. Não queria parar de dançar. Bruna ficou em silêncio. Tirésias então lhe disse: “Quando te vi amei-te já muito antes&#8230;” Esse é um verso de Fernando Pessoa, a mais linda declaração de amor jamais escrita! Bruna não deixou que ele terminasse. Completou o segundo verso: “Tornei a encontrar-te quando te achei&#8230;” O rosto de Tirésias se encheu de felicidade. Abriu-se num sorriso. Ah! Aquela moça conhecia o seu mundo! Com ela, ele poderia conversar pelo resto de sua vida!</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Michelle e Brigitte, que observavam de longe, perceberam o que estava acontecendo e decidiram interferir. O relógio da igreja batia as doze badaladas: meia noite! As duas correram para Bruna e lhe contaram uma mentira: “Seu pai telefonou. Acabou de chegar de viagem. Está com dores no peito. Pode ser um enfarto. Pediu que você vá para levá-lo ao hospital&#8230;” Bruna não hesitou. Saiu correndo deixando Tirésias com os braços vazios&#8230;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">O rosto de Tirésias se cobriu de tristeza. Havia deixado escapar o amor que sempre procurara. E nem mesmo o seu nome sabia. Como encontrá-la? Parou de dançar e saiu do salão. E com isso a festa acabou.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Na cama, sem dormir, ele pensava: “O que fazer para encontrá-la?” Até que uma maravilhosa idéia lhe ocorreu. Convidou todas as moças a que viessem conhecer o seu jardim. Foi um alvoroço geral! Quem sabe uma delas seria escolhida!</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Tirésias as recebia, uma a uma, assentado num banco do jardim. Os jasmins estavam floridos. O perfume era delicioso! Quando elas se assentavam ele dizia uma única frase. E ficava em silêncio. As moças se sentiam perdidas, sem saber o que dizer. Começavam a tagarelar, dizendo tolices. Ele, então, delicadamente as despedia e pedia que uma outra entrasse. E a mesma coisa acontecia.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Até que chegou a vez de Bruna. Tirésias não a reconheceu. Não podia ver o seu rosto. Disse, então, a mesma frase que dissera para todas:</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">“Quando te vi, amei-te já muito antes&#8230;”</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span> </span>E Bruna completou: “Tornei a encontrar-te quando te achei&#8230;”</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Não precisaram dizer palavra alguma. Abraçaram-se, rindo de felicidade. A busca chegara ao fim. O casamento foi marcado e todas as moças, suas mães e pais foram convidados.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: center;"><a href="http://joelteixeira.net/wp-content/uploads/2009/02/heart.jpg"><img class="size-full wp-image-3868 aligncenter" title="heart" src="http://joelteixeira.net/wp-content/uploads/2009/02/heart.jpg" alt="heart" width="368" height="400" /></a></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">A festa foi maravilhosa, com música, danças, fontes luminosas, sinos, fogos de artifício, e coisas deliciosas de se beber e comer. E todas as jovens receberam, como recordação, um presente de Tirésias: um livro, embrulhado e amarrado com uma fita amarela: Obra Poética de Fernando Pessoa, com uma dedicatória que dizia assim: “Esperamos, Bruna e eu, que você aprenda a gostar de poesia. Pois é da poesia que nasce o amor.”</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;;">Quanto a Tirésias e Bruna, viveram felizes muitos anos, até a velhice, conversando sempre alegremente sobre as coisas que tornam bela a vida&#8230; E mesmo depois de esgotados os fogos efêmeros do amor jovem, eles continuaram a se amar aquecidos pela chama suave da ternura, até o fim.</span></p>


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					<span class="sub">20 June 2009 8:17 AM | 
					2 Comments</span>
					<br /><span class="excerpt">
					Assim são as melhores coisas da vida, surpreendentes.					</span>
				</ul>
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					<span class="sub">15 December 2008 10:05 AM | 
					2 Comments</span>
					<br /><span class="excerpt">
					Porque algumas mudanças em nossa vida são necessárias, desejáveis ou não. Mais um belíssimo trabalho de Oswaldo Montenegro. 					</span>
				</ul>
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					<img width="36" height="27" src="http://joelteixeira.net/wp-content/uploads/2008/05/rosadamorte.jpg" class="attachment-sidebar-thumb wp-post-image" alt="Rosa da Morte" title="Rosa da Morte" 0="" />					<b><a style="text-decoration: none;" href="http://joelteixeira.net/2008/05/rubem-alves-sobre-a-morte-e-o-morrer/">Rubem Alves &#8211; Sobre a morte e o morrer</a></b><br />
					<span class="sub">10 May 2008 8:46 AM | 
					4 Comments</span>
					<br /><span class="excerpt">
					O que é vida? Mais precisamente, o que é a vida de um ser humano? O quê e quem a define? Esta crônica aborda este polêmico tema.					</span>
				</ul>
			</ul>]]></content:encoded>
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		<title>Drauzio Varella &#8211; Para que serve uma relação?</title>
		<link>http://joelteixeira.net/2009/02/drauzio-varella-para-que-serve-uma-relacao/</link>
		<comments>http://joelteixeira.net/2009/02/drauzio-varella-para-que-serve-uma-relacao/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 12 Feb 2009 16:02:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Joel Fabiani</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<img width="450" height="300" src="http://joelteixeira.net/wp-content/uploads/2009/02/col257-20080908124317.jpg" class="attachment-post-thumbnail wp-post-image" alt="Relação" title="Relação" />Ontem, em uma discussão sobre relacionamentos, citei esse texto.  Realmente não sei o porquê de não tê-lo adicionado aqui antes. Excelente trabalho de Drauzio Varella, que apesar de disfarçar-se como oncologista, é um dos melhores escritores brasileiros.
Definição mais simples e exata sobre o sentido de [...]

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					<span class="sub">26 May 2009 10:34 AM | 
					4 Comments</span>
					<span class="excerpt">
					Excelente síntese do que é fundamental na vida a dois. Apesar da autora, Helena Alves, ter direcionado o texto às mulheres, considero uma leitura obrigatória também aos marmanjos de plantão. Enjoy.
Respeito





Deve estar em primeiro lugar em qualquer relação. Nunca deve ser posto em causa e [...]					</span>
				</ul>
							<ul class="clearfix">
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					<span class="sub">12 June 2008 11:44 PM | 
					2 Comments</span>
					<span class="excerpt">
					Excelente texto de autoria do grande Artur da Távola, vale cada clique.					</span>
				</ul>
							<ul class="clearfix">
					<img width="36" height="36" src="http://joelteixeira.net/wp-content/uploads/2008/01/censura-36x36.jpg" class="attachment-sidebar-thumb wp-post-image" alt="censura" title="censura" 0="" />					<b><a style="text-decoration: none;" href="http://joelteixeira.net/2008/01/um-conceito-alternativo-para-censura/">Um conceito alternativo para censura</a></b>
					<span class="sub">31 January 2008 5:00 PM | 
					6 Comments</span>
					<span class="excerpt">
					Nosso amigo Fabrício Ribeiro, autor de recentes comentários sobre a questão da pílula do dia seguinte publicou em seu blog um artigo entitulado "Defendi Dom José e fui censurado"onde diz ter sido censurado de forma pejorativa e arbitrária pelo "The Joe Report".					</span>
				</ul>
			</ul>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Ontem, em uma discussão sobre relacionamentos, citei esse texto.  Realmente não sei o porquê de não tê-lo adicionado aqui antes. Excelente trabalho de Drauzio Varella, que apesar de disfarçar-se como oncologista, é um dos melhores escritores brasileiros.</p>
<p style="text-align: justify;">Definição mais simples e exata sobre o sentido de mantermos uma relação?<br />
<em> Uma relação tem que servir para tornar a vida dos dois mais fácil</em>
</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://joelteixeira.net/wp-content/uploads/2009/02/col257-20080908124317.jpg"><img class="size-full wp-image-3822 aligncenter" title="Relação" src="http://joelteixeira.net/wp-content/uploads/2009/02/col257-20080908124317.jpg" alt="Relação" width="450" height="300" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Algumas pessoas mantém relações para se sentirem integradas na sociedade, para provarem a sí mesmas que são capazes de ser amadas, para evitar a solidão, por dinheiro ou por preguiça. Todos fadados à frustração. Uma armadilha.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma relação tem que servir para você se sentir 100% à vontade com outra pessoa, à vontade para concordar com ela e discordar dela,  para ter sexo sem não-me-toques ou para cair no sono logo após o jantar, pregado.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma relação tem que servir para você ter com quem ir ao cinema de mãos dadas, para ter alguém que instale o som novo, enquanto você prepara uma omelete, para ter alguém com quem viajar para um país distante, para ter alguém com quem ficar em silêncio, sem que nenhum dos dois se incomode com isso.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma relação tem que servir para, às vezes, estimular você a se produzir, e, quase sempre, estimular você a ser do jeito que é, de cara lavada uma pessoa bonita a seu modo.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma relação tem que servir para um e outro se sentirem amparados nas suas inquietações, para ensinar a confiar, a respeitar as diferenças que há entre as pessoas, e deve servir para fazer os dois se divertirem demais, mesmo em casa, principalmente em casa.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma relação tem que servir para cobrir as despesas um do outro num momento de aperto, e cobrir as dores um do outro num momento de melancolia, e cobrirem o corpo um do outro, quando o cobertor cair.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma relação tem que servir para um acompanhar o outro no médico, para um perdoar as fraquezas do outro, para um abrir a garrafa de vinho e para o outro abrir o jogo, e para os dois abrirem-se para o mundo, cientes de que o mundo não se resume aos dois.</p>


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					<span class="sub">26 May 2009 10:34 AM | 
					4 Comments</span>
					<br /><span class="excerpt">
					Excelente síntese do que é fundamental na vida a dois. Apesar da autora, Helena Alves, ter direcionado o texto às mulheres, considero uma leitura obrigatória também aos marmanjos de plantão. Enjoy.
Respeito





Deve estar em primeiro lugar em qualquer relação. Nunca deve ser posto em causa e [...]					</span>
				</ul>
							<ul class="clearfix">
					<img width="36" height="26" src="http://joelteixeira.net/wp-content/uploads/2008/07/namoro_-_foto_de_foca_lisboa.gif" class="attachment-sidebar-thumb wp-post-image" alt="My first wordpress 2.6 caption LoL" title="namoro_-_foto_de_foca_lisboa" 0="" />					<b><a style="text-decoration: none;" href="http://joelteixeira.net/2008/06/ter-ou-nao-ter-namorado-eis-a-questao/">Ter ou não ter namorado, eis a questão</a></b><br />
					<span class="sub">12 June 2008 11:44 PM | 
					2 Comments</span>
					<br /><span class="excerpt">
					Excelente texto de autoria do grande Artur da Távola, vale cada clique.					</span>
				</ul>
							<ul class="clearfix">
					<img width="36" height="36" src="http://joelteixeira.net/wp-content/uploads/2008/01/censura-36x36.jpg" class="attachment-sidebar-thumb wp-post-image" alt="censura" title="censura" 0="" />					<b><a style="text-decoration: none;" href="http://joelteixeira.net/2008/01/um-conceito-alternativo-para-censura/">Um conceito alternativo para censura</a></b><br />
					<span class="sub">31 January 2008 5:00 PM | 
					6 Comments</span>
					<br /><span class="excerpt">
					Nosso amigo Fabrício Ribeiro, autor de recentes comentários sobre a questão da pílula do dia seguinte publicou em seu blog um artigo entitulado "Defendi Dom José e fui censurado"onde diz ter sido censurado de forma pejorativa e arbitrária pelo "The Joe Report".					</span>
				</ul>
			</ul>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://joelteixeira.net/2009/02/drauzio-varella-para-que-serve-uma-relacao/feed/</wfw:commentRss>
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		</item>
		<item>
		<title>Mulher morre atiginda por caixão do marido</title>
		<link>http://joelteixeira.net/2008/11/mulher-morre-atiginda-por-caixao-do-marido/</link>
		<comments>http://joelteixeira.net/2008/11/mulher-morre-atiginda-por-caixao-do-marido/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 11 Nov 2008 17:02:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Joel Fabiani</dc:creator>
				<category><![CDATA[Social]]></category>
		<category><![CDATA[casamento]]></category>
		<category><![CDATA[informação]]></category>
		<category><![CDATA[ironia]]></category>
		<category><![CDATA[morte]]></category>
		<category><![CDATA[vida]]></category>

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		<description><![CDATA[<img width="500" height="558" src="http://joelteixeira.net/wp-content/uploads/2008/11/dsc07711_edit.jpg" class="attachment-post-thumbnail wp-post-image" alt="dsc07711_edit" title="dsc07711_edit" />Uma mulher de 67 anos morreu após ser atingida pelo caixão onde estava seu marido, na madrugada desta segunda-feira, em Tapes, no Rio Grande do Sul. 

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					<span class="sub">18 June 2009 3:23 PM | 
					6 Comments</span>
					<span class="excerpt">
					Viva hoje / Arrisque hoje / Faça hoje					</span>
				</ul>
							<ul class="clearfix">
					<img width="36" height="36" src="http://joelteixeira.net/wp-content/uploads/2009/03/dom-jose-cardoso-blog-300x198-36x36.jpg" class="attachment-sidebar-thumb wp-post-image" alt="dom-jose-cardoso-blog-300x198" title="dom-jose-cardoso-blog-300x198" 0="" />					<b><a style="text-decoration: none;" href="http://joelteixeira.net/2009/03/arcebispo-por-que-no-te-callas/">Arcebispo, por que no te callas?</a></b>
					<span class="sub">13 March 2009 3:17 PM | 
					No Comments</span>
					<span class="excerpt">
					É natural que eu não me conforme sobre o caso da menina de 9 anos estuprada pelo padrasto, Jaílson José da Silva, de 23 em Pernambuco. Mas tão revoltante quanto, para mim, foi a postura da arquidiocese de Recife e seu arcebispo fanfarrão, José Cardoso [...]					</span>
				</ul>
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					<img width="36" height="36" src="http://joelteixeira.net/wp-content/uploads/2009/01/filho3-36x36.jpg" class="attachment-sidebar-thumb wp-post-image" alt="filho3" title="filho3" 0="" />					<b><a style="text-decoration: none;" href="http://joelteixeira.net/2009/01/lya-luft-a-mulher-e-o-poder/">Lya Luft &#8211; A mulher e o poder</a></b>
					<span class="sub">25 January 2009 2:38 PM | 
					2 Comments</span>
					<span class="excerpt">
					Sozinhos, Lya Luft e Diogo Mainardi, já justificam a compra de uma nova edição da revista Veja. Lya, de um lado, sempre com textos que nos levam a repensar conceitos e nos valores humanos de um modo geral. Diogo, no outro extremo, debate assuntos de [...]					</span>
				</ul>
			</ul>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Uma mulher de 67 anos morreu após ser atingida pelo caixão onde estava seu marido, na madrugada desta segunda-feira, em Tapes, no Rio Grande do Sul.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://joelteixeira.net/wp-content/uploads/2008/11/dsc07711_edit.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-1749" title="dsc07711_edit" src="http://joelteixeira.net/wp-content/uploads/2008/11/dsc07711_edit-268x300.jpg" alt="dsc07711_edit" width="188" height="210" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Segundo a Polícia Rodoviária Estadual, Marciana da Silva Barcelos estava no banco ao lado do motorista no veículo da funerária, que transportava a urna de Tapes, onde o casal morava, seguindo para Alvorada, onde o marido seria enterrado.</p>
<p style="text-align: justify;">Um veículo de passeio colidiu na traseira do carro da funerária, na Rodovia RS-717, na região de Tapes, deslocando o caixão para frente, que acabou atingindo a vítima. Ainda não há informação se a morte ocorreu no local ou se ela chegou a ser levada a um hospital.</p>
<p style="text-align: justify;">Fonte: <a href="http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2008/11/10/mulher_morre_ao_ser_atingida_pelo_caixao_do_marido_2105829.html" target="_blank">Último Segundo</a><br />
Contribuição de Afonso Lage.</p>


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					<span class="sub">18 June 2009 3:23 PM | 
					6 Comments</span>
					<br /><span class="excerpt">
					Viva hoje / Arrisque hoje / Faça hoje					</span>
				</ul>
							<ul class="clearfix">
					<img width="36" height="36" src="http://joelteixeira.net/wp-content/uploads/2009/03/dom-jose-cardoso-blog-300x198-36x36.jpg" class="attachment-sidebar-thumb wp-post-image" alt="dom-jose-cardoso-blog-300x198" title="dom-jose-cardoso-blog-300x198" 0="" />					<b><a style="text-decoration: none;" href="http://joelteixeira.net/2009/03/arcebispo-por-que-no-te-callas/">Arcebispo, por que no te callas?</a></b><br />
					<span class="sub">13 March 2009 3:17 PM | 
					No Comments</span>
					<br /><span class="excerpt">
					É natural que eu não me conforme sobre o caso da menina de 9 anos estuprada pelo padrasto, Jaílson José da Silva, de 23 em Pernambuco. Mas tão revoltante quanto, para mim, foi a postura da arquidiocese de Recife e seu arcebispo fanfarrão, José Cardoso [...]					</span>
				</ul>
							<ul class="clearfix">
					<img width="36" height="36" src="http://joelteixeira.net/wp-content/uploads/2009/01/filho3-36x36.jpg" class="attachment-sidebar-thumb wp-post-image" alt="filho3" title="filho3" 0="" />					<b><a style="text-decoration: none;" href="http://joelteixeira.net/2009/01/lya-luft-a-mulher-e-o-poder/">Lya Luft &#8211; A mulher e o poder</a></b><br />
					<span class="sub">25 January 2009 2:38 PM | 
					2 Comments</span>
					<br /><span class="excerpt">
					Sozinhos, Lya Luft e Diogo Mainardi, já justificam a compra de uma nova edição da revista Veja. Lya, de um lado, sempre com textos que nos levam a repensar conceitos e nos valores humanos de um modo geral. Diogo, no outro extremo, debate assuntos de [...]					</span>
				</ul>
			</ul>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Rubem Alves &#8211; Tênis x Frescobol [crônica]</title>
		<link>http://joelteixeira.net/2008/01/tenis-x-frescobol-cronica/</link>
		<comments>http://joelteixeira.net/2008/01/tenis-x-frescobol-cronica/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 12 Jan 2008 03:30:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Joel Fabiani</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatus]]></category>
		<category><![CDATA[artísta]]></category>
		<category><![CDATA[casamento]]></category>
		<category><![CDATA[crônica]]></category>
		<category><![CDATA[leitura]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://joelteixeira.net/archives/tenis-x-frescobol-cronica/</guid>
		<description><![CDATA[<img width="199" height="180" src="http://joelteixeira.net/wp-content/uploads/2006/10/rubem_alves210.jpg" class="attachment-post-thumbnail wp-post-image" alt="rubem_alves210" title="rubem_alves210" />Depois de muito meditar sobre o assunto concluí que os casamentos são de dois tipos: há os casamentos do tipo tênis e há os casamentos do tipo frescobol. Os casamentos do tipo tênis são uma fonte de raiva e ressentimentos e terminam sempre mal. Os casamentos do tipo frescobol são uma fonte de alegria e têm a chance de ter vida longa.

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					<img width="36" height="36" src="http://joelteixeira.net/wp-content/uploads/2008/01/Casamento3-36x36.jpg" class="attachment-sidebar-thumb wp-post-image" alt="Casamento3" title="Casamento3" 0="" />					<b><a style="text-decoration: none;" href="http://joelteixeira.net/2008/01/rubem-alves-ate-que-a-morte-cronica/">Rubem Alves &#8211; Até que a morte [crônica]</a></b>
					<span class="sub">15 January 2008 12:30 AM | 
					7 Comments</span>
					<span class="excerpt">
					Excelente crônica de Rubem Alves sobre o casamento.					</span>
				</ul>
							<ul class="clearfix">
					<img width="36" height="36" src="http://joelteixeira.net/wp-content/uploads/2008/01/casamento-36x36.jpg" class="attachment-sidebar-thumb wp-post-image" alt="casamento" title="casamento" 0="" />					<b><a style="text-decoration: none;" href="http://joelteixeira.net/2008/01/rubem-alves-a-praga/">Rubem Alves &#8211; A Praga [crônica]</a></b>
					<span class="sub">23 January 2008 11:21 AM | 
					No Comments</span>
					<span class="excerpt">
					Neste polêmico texto 'A Praga', do nosso grande pensador Rubem Alves, o autor afirma que a Igreja Católica considera o segundo casamento como uma praga social e faz duras críticas.					</span>
				</ul>
							<ul class="clearfix">
					<img width="36" height="36" src="http://joelteixeira.net/wp-content/uploads/2006/10/rubem_alves210-36x36.jpg" class="attachment-sidebar-thumb wp-post-image" alt="rubem_alves210" title="rubem_alves210" 0="" />					<b><a style="text-decoration: none;" href="http://joelteixeira.net/2008/01/rubem-alves-entre-dois-amores-cronica/">Rubem Alves &#8211; Entre dois amores [crônica]</a></b>
					<span class="sub">09 January 2008 1:45 AM | 
					No Comments</span>
					<span class="excerpt">
					O seu coração estava dividido entre dois amores. De um lado, um velho amor que se desfazia e do qual, se despedia. Tinha estado ligado àquela mulher por anos de afeto manso e tranqüilo, de amizade real e sincera.					</span>
				</ul>
			</ul>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify"><a title="Frescol" rel="lightbox" href="http://joelteixeira.net/wp-content/uploads/2008/01/028464000-1142864907_fresco_103a_.jpg"><img src="http://joelteixeira.net/wp-content/uploads/2008/01/028464000-1142864907_fresco_103a_.thumbnail.jpg" alt="Frescol" align="right" /></a>Depois de muito meditar sobre o assunto concluí que os casamentos são de dois tipos: há os casamentos do tipo tênis e há os casamentos do tipo frescobol. Os casamentos do tipo tênis são uma fonte de raiva e ressentimentos e terminam sempre mal. Os casamentos do tipo frescobol são uma fonte de alegria e têm a chance de ter vida longa.</p>
<p align="justify">Explico-me. Para começar, uma afirmação de Nietzsche, com a qual concordo inteiramente. Dizia ele: ‘Ao pensar sobre a possibilidade do casamento cada um deveria se fazer a seguinte pergunta: &#8220;Você crê que seria capaz de conversar com prazer com esta pessoa até a sua velhice?&#8221; Tudo o mais no casamento é transitório, mas as relações que desafiam o tempo são aquelas construídas sobre a arte de conversar.’</p>
<p align="justify">Xerazade sabia disso. Sabia que os casamentos baseados nos prazeres da cama são sempre decapitados pela manhã, terminam em separação, pois os prazeres do sexo se esgotam rapidamente, terminam na morte, como no filme O império dos sentidos. Por isso, quando o sexo já estava morto na cama, e o amor não mais se podia dizer através dele, ela o ressuscitava pela magia da palavra: começava uma longa conversa, conversa sem fim, que deveria durar mil e uma noites. O sultão se calava e escutava as suas palavras como se fossem música. A música dos sons ou da palavra &#8211; é a sexualidade sob a forma da eternidade: é o amor que ressuscita sempre, depois de morrer. Há os carinhos que se fazem com o corpo e há os carinhos que se fazem com as palavras. E contrariamente ao que pensam os amantes inexperientes, fazer carinho com as palavras não é ficar repetindo o tempo todo: ‘Eu te amo, eu te amo&#8230;’ Barthes advertia: ‘Passada a primeira confissão, ‘eu te amo\&#8217; não quer dizer mais nada.’ É na conversa que o nosso verdadeiro corpo se mostra, não em sua nudez anatômica, mas em sua nudez poética. Recordo a sabedoria de Adélia Prado: ‘Erótica é a alma.’</p>
<p align="justify">O tênis é um jogo feroz. O seu objetivo é derrotar o adversário. E a sua derrota se revela no seu erro: o outro foi incapaz de devolver a bola. Joga-se tênis para fazer o outro errar. O bom jogador é aquele que tem a exata noção do ponto fraco do seu adversário, e é justamente para aí que ele vai dirigir a sua cortada &#8211; palavra muito sugestiva, que indica o seu objetivo sádico, que é o de cortar, interromper, derrotar. O prazer do tênis se encontra, portanto, justamente no momento em que o jogo não pode mais continuar porque o adversário foi colocado fora de jogo. Termina sempre com a alegria de um e a tristeza de outro.</p>
<p align="justify">O frescobol se parece muito com o tênis: dois jogadores, duas raquetes e uma bola. Só que, para o jogo ser bom, é preciso que nenhum dos dois perca. Se a bola veio meio torta, a gente sabe que não foi de propósito e faz o maior esforço do mundo para devolvê-la gostosa, no lugar certo, para que o outro possa pegá-la. Não existe adversário porque não há ninguém a ser derrotado. Aqui ou os dois ganham ou ninguém ganha. E ninguém fica feliz quando o outro erra &#8211; pois o que se deseja é que ninguém erre. O erro de um, no frescobol, é como ejaculação precoce: um acidente lamentável que não deveria ter acontecido, pois o gostoso mesmo é aquele ir e vir, ir e vir, ir e vir&#8230; E o que errou pede desculpas; e o que provocou o erro se sente culpado. Mas não tem importância: começa-se de novo este delicioso jogo em que ninguém marca pontos&#8230;</p>
<p align="justify">A bola: são as nossas fantasias, irrealidades, sonhos sob a forma de palavras. Conversar é ficar batendo sonho pra lá, sonho pra cá&#8230;</p>
<p align="justify">Mas há casais que jogam com os sonhos como se jogassem tênis. Ficam à espera do momento certo para a cortada. Camus anotava no seu diário pequenos fragmentos para os livros que pretendia escrever. Um deles, que se encontra nos Primeiros cadernos, é sobre este jogo de tênis:<br />
‘Cena: o marido, a mulher, a galeria. O primeiro tem valor e gosta de brilhar. A segunda guarda silêncio, mas, com pequenas frases secas, destrói todos os propósitos do caro esposo. Desta forma marca constantemente a sua superioridade. O outro domina-se, mas sofre uma humilhação e é assim que nasce o ódio. Exemplo: com um sorriso: ‘Não se faça mais estúpido do que é, meu amigo\&#8217;. A galeria torce e sorri pouco à vontade. Ele cora, aproxima-se dela, beija-lhe a mão suspirando: ‘Tens razão, minha querida\&#8217;. A situação está salva e o ódio vai aumentando.’</p>
<p align="justify">Tênis é assim: recebe-se o sonho do outro para destruí-lo, arrebentá-lo, como bolha de sabão&#8230; O que se busca é ter razão e o que se ganha é o distanciamento. Aqui, quem ganha sempre perde.</p>
<p align="justify">Já no frescobol é diferente: o sonho do outro é um brinquedo que deve ser preservado, pois se sabe que, se é sonho, é coisa delicada, do coração. O bom ouvinte é aquele que, ao falar, abre espaços para que as bolhas de sabão do outro voem livres. Bola vai, bola vem &#8211; cresce o amor&#8230; Ninguém ganha para que os dois ganhem. E se deseja então que o outro viva sempre, eternamente, para que o jogo nunca tenha fim&#8230;</p>
<p align="justify">(O retorno e terno, p. 51.)<br />
Rubem Alves</p>


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					<span class="sub">15 January 2008 12:30 AM | 
					7 Comments</span>
					<br /><span class="excerpt">
					Excelente crônica de Rubem Alves sobre o casamento.					</span>
				</ul>
							<ul class="clearfix">
					<img width="36" height="36" src="http://joelteixeira.net/wp-content/uploads/2008/01/casamento-36x36.jpg" class="attachment-sidebar-thumb wp-post-image" alt="casamento" title="casamento" 0="" />					<b><a style="text-decoration: none;" href="http://joelteixeira.net/2008/01/rubem-alves-a-praga/">Rubem Alves &#8211; A Praga [crônica]</a></b><br />
					<span class="sub">23 January 2008 11:21 AM | 
					No Comments</span>
					<br /><span class="excerpt">
					Neste polêmico texto 'A Praga', do nosso grande pensador Rubem Alves, o autor afirma que a Igreja Católica considera o segundo casamento como uma praga social e faz duras críticas.					</span>
				</ul>
							<ul class="clearfix">
					<img width="36" height="36" src="http://joelteixeira.net/wp-content/uploads/2006/10/rubem_alves210-36x36.jpg" class="attachment-sidebar-thumb wp-post-image" alt="rubem_alves210" title="rubem_alves210" 0="" />					<b><a style="text-decoration: none;" href="http://joelteixeira.net/2008/01/rubem-alves-entre-dois-amores-cronica/">Rubem Alves &#8211; Entre dois amores [crônica]</a></b><br />
					<span class="sub">09 January 2008 1:45 AM | 
					No Comments</span>
					<br /><span class="excerpt">
					O seu coração estava dividido entre dois amores. De um lado, um velho amor que se desfazia e do qual, se despedia. Tinha estado ligado àquela mulher por anos de afeto manso e tranqüilo, de amizade real e sincera.					</span>
				</ul>
			</ul>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://joelteixeira.net/2008/01/tenis-x-frescobol-cronica/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
	</channel>
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